April 29, 2004

2004 ANDY AWARDS JUDGING



This Year's Judges [amongst others]:
Alex Bogusky | Crispin Porter + Bogusky; David Baldwin | McKinney & Silver; Arthur Bijur | Cliff Freeman
and Partners
; Harry Cocciolo | Goodby Silverstein & Partners; Marie-Catherine Dupuy | TBWA/ France; Tony Granger | Saatchi & Saatchi, London; William Gelner | Bartle Bogle Hegarty; Ty Montague | Wieden + Kennedy New York; Bob Scarpelli | DDB Chicago; Mark Waites | Mother, London; Guy Seese | Cole & Weber/ Red Cell; Mark Tutssel | Leo Burnett, USA.
TBWA\Paris, "Potato Man"



----------------------------------------------------------------------------------

Leo Burnett Chicago, "Stab"


VCCP, London: "O2"

April 28, 2004

Lembram-se deste spoT do carro?



[InteressaNte entRevista com o seu planner]
Brevemente
... muito breveMente!!

Nota: isto não é um teaser, nem tão pouco uma campanha viral.

April 27, 2004

SUTTON LANE: "Michael Wilkinson Exhibition"



"The Boss is Always Right", 2004 | "I Hate Mondays", 2004

------------------------------------------------------------------------------

"Grandes" DC's na primeira pessoa



O que é que Jeff Goodby, Lee Clow, Bob Isherwood e David Droga têm em comum para além de serem Directores Criativos mundiais da Goodby, Silverstein & Partners; TBWA; Saatchi & Saatchi e Publicis respectivamente? Descubra-o neste excelente website Canadiano: I Have an Idea

------------------------------------------------------------------------------

"Persil Capsules in the Daily Mirror"

Campaign objectives
Persil were launching their new capsules variant with the objective of building a high level of brand awareness and brand saliency. A key aim of the campaign was to give the launch 'event' status and inject newsworthiness. The key competitor was Ariel which had already launched its capsules variant into the market.

The campaign
The campaign launched with a flying green capsule landing in Leicester Square on Thursday 10 May. Patrick Moore identified it as a Persil Capsule. Advertising began on Friday 11 May in national newspapers, TV and radio. In addition, internet advertising launched on 7 May.
The Daily Mirror ran a two page, colour, editorial and 25x4 ads ran in all the other national newspapers. The advertorial was a mock-up of a real news page.

Campaign impact
NOP Omnibus telephone research was carried out across 11-13 May 2003 with a sample size of 1,000 adults to specifically look at the impact of the newspaper advertorial. The technique used allowed the impact of the Daily Mirror editorial to be isolated from the other elements of the campaign.

April 01, 2004

Ainda não é desta ...
que o hidden vai voltar a "postar" nem tão pouco retomar a sua actividade bloguística; de qualquer das maneiras, o blog apresenta-se com uma "cara nova" e com um prático directório agrupado por várias categorias, entre as quais: "Festivais", "Agências", "Design", "TV Houses", "Associações", "Research", "Notícias", "Branding", outros. Aqui o profissional, o amador ou o curioso podem encontrar alguns dos links mais relevantes e interessantes da área da comunicação. No total são cerca de 280 endereços online colocados à sua disposição.

Obrigado.
Criativos Dinamarqueses em Maiorca
wELCOME TO oRANGE cOUNTY


-----------------------------------


Russel Davies ...
> Experiências e insights de um planner (bom, head of planning) da W+K London e o seu blogue


------------------------------------


UM CLÁSSICO

"M&M's Derrete-se na boca e não nas mãos" - Rosser Reeves


-------------------------------------


" THE CREATIVITY OF THE 21st CENTURY WILL BE FUSIONAL OR NOTHING "

"The first age of advertising was merely persuasion, the second seduction, and now we are entering the prime of life, the age of integration. No creative idea will find house-room unless it is capable of boosting with the same force of imagination an ad, a poster, a commercial, an event, a promotion, a mail shot." - Jacques Séguéla, CEO Havas Group


--------------------------------------


"WINKREATIVE: Time Magazine"
Como pegar num revista tradicional, comunicar a sua diversidade de conteúdo
e torná-la jovem e aspiracional ao mesmo tempo?


February 15, 2004

"Nation Branding": Uma introdução




"Little countries think of big countries all the time, but big countries don't think about little countries" - Wally Olins


Numa economia cada vez mais globalizada, as nações competem umas com as outras, mais do que nunca para se posicionarem como centros alternativos de investimento estrangeiro e como destinos turísticos preferenciais. A ideia de nation branding não é nova. No entanto, a mesma tem gerado um enorme interesse recentemente com países como os EUA, Alemanha, Portugal, Reino Unido, Polónia e outros, a procurarem a ajuda de especialistas com o objectivo de construirem e comunicarem uma identidade marca forte para os seus países.

Os manuais ensinam-nos que ao conceito de “branding” está subjacente o somatório das diversas formas como uma organização comunica, diferencia e se simboliza a si própria perante as suas audiências. “Nation branding” não é mais do que utilizar os mesmos principios, só que aplicá-los a um país inteiro e comunicá-los a duas audiências distintas: os seus habitantes e o resto do mundo.
Cada país tem uma marca, e a sua marca é definida pelo seu povo, o seu tempero, a sua educação, os seus valores, as suas acções, o seu aspecto, etc. Por exemplo, tentar “vender” a imagem do povo alemão como sendo flexível, com garra e emotivo é capaz de convencer muito poucos. Como tal, mudar a percepção e imagem de um país não é nada fácil, principalmente quando os objectivos finais são: o aumento das exportações, a captação do investimento estrangeiro e a promoção do turismo local. E ainda mais díficil se torna, quando cada uma destas áreas chave (investimento, turismo e exportações) estão representadas por organismos fragmentados e pouco coordenados entre si, que enviam mensagens dispares para o exterior.

O QUE ELES TÊM FEITO LÁ FORA

Inglaterra
A Inglaterra ainda é percepcionada como um País de icones tradicionais como a Família Real, o Buckingham Palace ou o Big Ben, o que é óptimo para atrair turistas. No entanto a realidade inglesa é bem mais do que isso - Inglaterra hoje em dia é um dos maiores exportadores de "youth culture". A cidade de Londres é um autêntico cluster dinâmico de artistas, designers e músicos dos quatro cantos do mundo. Num interessante artigo na revista Fast Company, Geoff Mulgan um ex-spin doctor de Tony Blair explica-nos o conceito por detrás do "Cool Britannia".

Escócia
A Escócia criou em 1994 a Scotland the Brand "it's a great brand so use it" - com o intuito de promover os valores distintos das suas marcas nos mercados nacional e estrangeiro.

Espanha
De acordo com Wally Olins Espanha é o caso de maior sucesso recente de “nation rebranding”. Em 1975 Espanha era vista como um país pobre e isolado, produto de um regime autocrata e avesso à abertura. Depois da morte de Franco e com a adesão à União Europeia, a Espanha mudou drásticamente não só na realidade como também na percepção que as pessoas tinham dela. A simbolo do sol de Joan Miró (adoptado por Espanha nas suas campanhas promocionais), os filmes de Almodovar, os edíficios de Calatrava, a presença global de marcas com a Zara, a Seat e a Repsol têm contribuido para uma imagem sólida, reconhecida e respeitada por todos.

Filândia
A Finlândia este ano vai implementar uma campanha para melhorar a sua imagem como centro de inovação tecnológica com a esperança de melhorar as suas empresas de IT e Telecomunicações (Nokia) a terem uma ainda maior aceitação no mercado norte-americano.

América
Até recentemente, o governo norte-americano recorreu aos serviços de uma agência de publicidade com o objectivo de tentar vender a imagem da América no Médio Oriente. Tal missão revelou-se um falhanço, porque como nos diz Jennifer Aaker (Stanford University): “as nossas políticas não era vistas como pró-Médio Oriente. Falhámos ao não conseguirmos compreender os media, a cultura e até a linguagem daquela região”. Para Wally Olins a América actual com as suas imagens de democracia, liberdade e oportunidade confundem-se igualmente com imagens de vulgaridade, junk food (McDonald’s e Coke) e inovação tecnológica (Microsoft, Intel e Boeing).


O QUE NÓS PODEMOS FAZER CÁ DENTRO

"Cumpriu-se o Mar ... falta cumprir-se Portugal" - Fernando Pessoa

Sobre as nossas marcas:
Diz-nos Simon Anholt que um dos atributos particularmente importantes para as marcas globais é a influência que o país de origem exerce sobre a percepção do consumidor. A percepção da origem de uma marca pode-lhe acrescentar ou diminuir valor. Ninguém duvida do valor de relógios da Suiça, vinho de França, automóveis da Alemanha, produtos electrónicos do Japão ou roupa de Itália. No entanto, tal como Al Ries observa: “Será que relógios da Albânia, vinho da Polónia, carros da Turquia ou roupa de Portugal, teríam as mesmas percepções?”

Cada País tem as suas próprias percepções e as pessoas identificam-nas através de imediatos USPs (Unique Selling Proposition ), por exemplo: a França é associada a uma imagem e ideia de luxo e qualidade de vida; Itália é associada a estilo, design e sensualidade; a Alemanha é sinónimo de qualidade e fiabilidade; a Escócia tem uma imagem de robustez; etc. O local de origem, de proveniência de um produto é de tal maneira um poderoso elemento no equity de uma marca, que se torna comum para algumas empresas “disfarçarem” a origem dos seus produtos se isso lhes criar associações mais positivas e ajudar a vender.

No entanto, também é interessante observar que que marcas globais como a Nike, IBM, Mattel e a Sony não têm problemas em vender os seus produtos com etiquetas “Made in Vietnam” ou “Made in Thailand”. Porque sabem que os consumidores acreditam na promessa e no benefício da marca independentemente do local de fabrico. Os valores de “qualidade”, “confiança” ou “durabilidade” já estão associados à marca, que por sua vez foram associados a priori à sua “country brand”. Os consumidores pensam: “Ok, este produto foi feito na Tailândia, mas a marca é americana”- os seus valores estão incutidos nela independentemente se foram fabricados no continente Asiático ou não.

País de Origem vs País de Fabrico
É interessante observar que cada vez mais as marcas estão-se a tornar no meio dominante de comunicação da identidade de uma nação. Se perguntarmos a gerações mais novas que imagem têm de uma Suiça a resposta que iremos obter é: Swatch, Toblerone ou Swiss Army Knife.
E Portugal a que produtos ou marcas nos associariam, se colocássemos a mesma pergunta? Portugal não é um "brand-neutral country" como muitas vezes é referido. Portugal continua hoje, tal como observado por David Ricardo em 1817, a ter vantagens comparativas em alguns áreas tais como o sector têxtil e o sector dos vinhos. E nesses mesmos sectores temos já algumas marcas internacionalmente reconhecidas.

O País de origem (e não de fabrico) pode ser fundamental na valorização do produto. Mas o que sucederia se os consumidores de premium brands como a Hugo Boss descobrissem que parte da colecção da mesma é fabricada em Portugal? Deixariam de a vestir? Não me parece. Já sabemos o quanto é díficil marcas portuguesas serem percepcionadas lá fora como boas ou de prestígio, como tal a única solução é ir “à boleia” destas marcas internacionalmente reconhecidas (mas cujos produtos foram fabricados em Portugal). O que nos permite um trabalho do posicionamento na mente dos consumidores, de que os valores positivos (qualidade e confiança) associados a um país de origem podem ser os mesmos que os do país de fabrico. E como corolário reforçar a notoriedade e prestígio de algumas marcas nacionais já posicionadas no mercado estrangeiro (como o Mateus Rosé e a Vista Alegre) e abrir o caminho para outras marcas nacionais em fase de ascenção (estratégia actualmente defendida pelo ICEP).

No entanto, temos que ter sempre em mente que para convencermos os outros países da qualidade e fiabilidade das nossas marcas temos que primeiro convermo-nos a nós portugueses: pioneiros em falta de auto-estima e primeiros a dizer mal daquilo que fazemos. Uma identidade nacional forte potencia e legitimiza o esforço colectivo. Tal como observa Geoff Mulgan: "You can't reshape national realities without reinventing national identity". Talvez devessemos começar por aí.

Sobre o nosso turismo:
Diz-nos o ICEP: "O turismo é um sector importante na economia portuguesa, devido à mão-de-obra que absorve, às receitas que gera e ao seu considerável contributo para o PIB". A questão central que se coloca hoje e sempre é que estratégia e que posicionamento queremos adoptar para promover o turismo português? Ou vamos continuar a apostar nos "tabuleiros" todos?

Os especialistas na matéria e seguindo as ideias de posicionamento de Ries & Trout defendem que devemos criar uma categoria onde possamos ser os primeiros, onde nos passamos distinguir dos outros. No entanto obter elementos diferenciadores não é tão fácil como parece e quando a teoria não acompanha a realidade devemos então, mudar a teoria e não a realidade.

Percepção vs Realidade
Portugal ainda é visto como um país simpático, “easy-going”, com um clima ameno, de serviços e hospitaleiro. Ou seja, a percepção dos turistas não anda longe da realidade. A costa e as praias portuguesas continuam a ser um driver da nossa oferta e posicionamento turístico. No entanto, para muitos a costa Mediterrânica dos nossos vizinhos, a Cote d'Azur francesa, as praias gregas e a ainda por explorar e com um tremendo potencial costa Adriática, constituem alguns dos destinos turisticos de preferência e dificeis de competir com.

Um possível caminho?
A imagem global de Portugal tal como Henrique Agostinho (Sociedade Ponto Verde) a sumarizou é a de um "país do conforto". Somos um país confortável que "vende roupa, do tipo desportivo casual, roupa para ir para a esplanada e para ir passear à beira mar, nada de roupa de moda que isso é para os italianos". Como tal e em perfeita sintonia com o Henrique subscrevo a sua estratégia de apostarmos no "comércio do conforto" e no turismo de 3º idade.

Portugal, se quisermos posiciona-se realisticamente como a Flórida dos "Estados Unidos da Europa". Diz-nos o Henrique com uma acertada ironia: "se recebermos 100.000 reformados (o que não é nada, só a Alemanha deve ter entre 10 a 20 milhões de reformados) aumentamos 5% do PIB. Na Europa do norte uma reforma média vale 300 contos por mês:100.000*12meses*300= 360 milhões de contos de receita ano = 5% do PIB". E conclui: "A esse dinheiro (que está disponível porque não existe ninguém a apostar a sério neste cluster) juntava-se todo o efeito de contágio dos produtos nacionais ... Os filhos, sabendo que Portugal é o país do Conforto, comprariam português sempre que o conforto fosse o atributo mais importante)".

Será?
"Discover the undiscovered" - este é um insight e uma natural apetência que o povo anglo-saxónico (e outros povos do norte da Europa) têm e gostam de colocar em prática quando chegam a uma certa idade. É um nicho de mercado óptimo para explorar e onde Portugal pode muito bem competir e dar cartas. Desde a Costa Vincentina à Costa Minhota, até ao interior Transmontano ou Alentejano, temos muito para oferecer. Muito mais interessante do que tentar canalizar os recursos num target jovem que de ano para ano muda o seu destino de férias, porque não fixar um target a tempo inteiro com uma reforma para investir em paz e sossego?

Not so simple ...
Obviamente que descobrir uma categoria onde possamos ser os primeiros ou diferentes e vende-la ao mercado não é tão simples quanto a teoria sebenteira - porque é o mercado, são os consumidores que definem sempre que categoria é essa, aonde é que uma marca se encaixa (seja um país ou um sabonete de linha). O que é preciso é um trabalho prévio de "category-need", comunicar essa necessidade aos consumidores. Mas essa "category-need" já existe e com um tremendo potencial - só temos que a transferir para Portugal.

Ora parecendo-me que o turismo sénior é crucialmente estratégico e vital para Portugal, subscrevo uma vez mais a boa ideia do Henrique Agostinho.

NOTA: Texto de opinião assinado por Sérgio Henrique Santos.

[Síntese do texto publicado no site do Compromisso Portugal]
AGÊNCIA SUECA CAUSA POLÉMICA


A agência Cole, Russel &Pryce de Estocolmo foi recentemente alvo de polémica ao enviar um email aos seus clientes com o objectivo de comunicar a sua página de website. O email utilizando um tom de desafio semelhante ao utilizado na revista Nationa Lampoon (ver imagem), aconselhava as pessoas a visitarem a homepage da CR&P "for the sake of the lamb". No mesmo dia cerca de 90 clientes receberam nos seus escritórios uma embalagem de correiro com uma pata de um cordeiro. A brincadeira acabou mal e clientes como a Vodafone e a Djurens Rätt (animal rights) pediram explicações à agência. O saldo acabou com o despedimento de Olle Sjödén, director criativo e um dos sócios fundadores da agência em questão. Fonte: Ad Rag
"Lovemarks: The Future Beyond Brands"

Kevin Roberts, CEO of Saatchi & Saatchi
(autor do livro que estará nas bancas a partir de Abril)

February 09, 2004

"Compromisso Portugal"

Decorre amanhã, dia 10 de Fevereiro a 1ª Convenção do Compromisso Portugal pelas 9h30 no Convento do Beato. O Hidden© gostaria desde já louvar este tipo de iniciativa, que só fortalece o papel que a Sociedade Civil deve ter em esferas da vida social que não competem apenas aos nossos decisores políticos e ao mercado.

Nota de rodapé: Aos interessados, não perder no próximo dia 13 na Gulbenkian a Conferência de Manuel Castells (Berkley), Models of the Network Society: a cross-cultural perspective

February 06, 2004

Sobre os níveis de "recordação espontânea" ...

"A Fé sem Obras, é Vã" - S. Paulo

Ao ler o recente estudo da Publivaga/Marktest sobre o top "ten" das marcas com maior impacto em 2003, lembrei-me desta frase de S. Paulo. A recordação de uma marca é como a fé, se não consegue mobilizar as pessoas - torna-se vã.
É curioso observar que a Vodafone e a Optimus obtiveram os maiores indíces de recordação com 5,9 e 3,0 % respectivamente, no entanto é a TMN que com 2,8 % detem o maior número de "obras" e de "fiéis".

January 30, 2004

Branding, Branding ...


"They establish contact with the subconscious of the consumer below the word level. They do this with visual symbols instead of words ... They communicate faster. They are more direct. There is no work, no mental effort. Their sole purpose is to create images and moods." - Rosser Reeves, Reality in Advertising, 1961.

A melhor definição sobre o poder que as marcas têm em nós (Rosser Reeves, autor da famosa USP - Unique Selling Proposition)

January 28, 2004

Grey Home, Lisboa: "Mars"


Bingo ... bom insight. Já agora vale apena ficar a conhecer o novo website da Grey Home

January 27, 2004

O jogo da lealdade



O JOGO DA LEALDADE ... DEVE SER JOGADO AONDE?

O comportamento dos consumidores pode ser explicado apenas depois destes terem feito as suas compras, e nunca antes. Ora vejamos:
1) Os consumidores tomam a maior parte das suas decisões de compra no próprio ponto de venda.
2) Quando as marcas se encontram fora de stock nos pontos de venda, apenas uma pequena minoria demonstra alguma resistência em adoptar outra marca naquele momento.
3) A lealdade, ou compra repetida de uma marca traduz-se no número de visitas ao ponto de venda, onde a marca se encontra disponível. Como tal, a "brand loyalty" pode ser interpretada como "store loyalty".

NOTA: Neste silogismo foram tidos em conta apenas, marcas ou produtos que se inserem na categoria Fast Moving Consuming Goods, ou seja, produtos de grande consumo e baixo envolvimento.
Campaign Press Advertising Awards 2004

A revista Campaign já tem disponível através da sua página online o kit de inscrição para os interesados em participar no seu Press Advertising Awards 2004.

A Palavra de Sir Martin Sorrell

Vale a pena ler a entrevista que Sir Martin Sorel, CEO do Grupo WPP (Ogilvy, Y&R, J.Walter Thompson e Wolff Olins) deu a Patricia Sellers da Fortune magazine (1/12//04)

Sobre o futuro da publicidade: "Functionally, we're half traditional advertising and half other marketing services. We'd like it to be one-third advertising and two-thirds other. Why? Our clients going that way because TV advertising continues to go up in cost ... Direct or interactive marketing is more measurable than traditional advertising -- so it's more pleasurable for the decision makers."

Sobre a Mindshare (empresa do grupo WPP) estar a desenvolver programas de televisão para a ABC: "This is emblematic of where advertising is going. With clutter and the rising cost of network TV, we need to offer clients a very different way of marketing brands."
ESOMAR: Congresso anual em Lisboa



Nos dias 19-22 Setembro realiza-se em Lisboa o congresso anual da ESOMAR - The World Association of Research Professionals, cujo tema é "Integrating Marketing Research in Business". Alguns dos temas que serão debatidos pelos mais de 1000 participantes esperados, são: "Do researchers know what clients really need and think?"; "Is there a war between marketers and consumers?". Para mais informações » ESOMAR
Crispin Porter + Bogusky: " Mini Cooper"


"Let's Motor."
"The Right Way to Kill a Brand"
Interessante artigo da Harvard Business Review, onde o autor, Nirmalya Kumar da London Business School disseca a "dura" realidade de que a maioria dos brand portfolios não é rentável - apenas 20% das marcas vendidas no mercado são as principais geradoras de cerca de 90% dos lucros das suas empresas. Seguem alguns exemplos que o autor analizou:

Diageo A maior empresa de bebidas espirituosas do mundo, em 1999 tinha à venda cerca de 35 marcas de bebidas em 170 países. Apenas 8 das suas marcas —Baileys, Captain Morgan rum, Cuervo tequila, Smirnoff vodka, Tanqueray gin, Guinness stout, J&B e Johnnie Walker whiskeys— geraram mais de 50% das suas vendas e 70% dos seus lucros.
Nestlé - com mais de 8000 marcas presentes em 190 países em 1996. Apenas 65 eram marcas globais, 140 eram marcas regionais e as restantes 7800 eram chamadas marcas locais. O grosso dos lucros da Nestlé era gerado por 200 marcas ou 2.5 % do seu portfolio.
Procter & Gamble - Com um portfolio de mais de 250 marcas vendidas em mais de 160 países, apenas as suas 10 maiores marcas, que incluem - Pampers fraldas e Tide detergente - eram responsáveis por um aumento de 66% das suas vendas entre 1992 e 2002.
Unilever - Cerca de 1600 marcas em 1999 e presente em 150 países. Mais de 90% dos seus lucros foram gerados por apenas 400 das suas marcas. As restantes 1200 marcas forma responsáveis por perdas ou no seu melhor, apenas lucros marginais.
"Wasting money on bad ad slogans"

Alguns exemplos de maus slogans, de acordo com Al Ries - Wasting money on bad ad slogans
Avaya: "Communication without boundaries" | Aventis: "Our challenge is life"
Canon: "Know how" | Cigna: "A business of caring"
Delta: "On top of the world" | Hitachi: "Inspire the Next"
Nissan: "Enjoy the ride"
START, Munich


"America's favorite burger."
A guerra das lâminas

Depois da rival Schick ter lançado em Agosto do ano passado a Quattro (a única máquina de barbear com 4 lâminas no mundo), chegou a vez da Gillette lançar a M3Power. A mais recente máquina de barbear a pilhas da Gillette será lançada em Maio no mercado norte-americano: "Will the 72% of U.S. men who shave with a blade warm up to the idea of vibrating blades? 'They will overcome any of those potential issues once they try it,' says Peter Hoffman, Gillette's president of blades and razors, who says similar questions were raised about Mach3. 'There was a minority of consumers that thought shaving with three blades would cause more cutting and irritation and loss of control.' Hoffman expects first-year M3Power sales of $300 million, comparable with Mach3's first year". USA Today

January 12, 2004

Berlin Cameron/Red Cell


A Agência do ano de acordo com a AdAge

"The New York agency founded in 1997 as Berlin Cameron & Partners with a staff of five operating out of loaned office space today boasts $700 million in billings, fueled by a stellar 2003. Berlin Cameron/Red Cell -- now part of WPP Group, the world's No. 3 ad organization -- handles marketing messages in North America for arguably the world's best-known brand, Coca-Cola Classic". Ver artigo completo: AD AGENCY OF THE YEAR: BERLIN CAMERON

Ainda de acordo com a mesma fonte ficamos a saber que:
1) A DDB Worldwide foi considerada a network do ano, ver artigo: "DDB: $1 Billion in New Business"
2) Cabendo por sua vez o 2º lugar à TBWA Worldwide, ver artigo: "TBWA: Captures $718 Million in New Business"

Fundador da Wallpaper, tenta vender "swissness" aos Suiços

Interessante artigo sobre o papel que Tyler Brûlé (CEO e fundador da reputadíssima Wallpaper) e a sua agência, a Winkreative tiveram no branding da companhia aérea Swiss que sucedeu à defunta Swissair. Ver artigo: "Swiss Brand"

Sobre a Winkreative:
"Established in 1998, Winkreative was founded by Tyler Brûlé, CEO and founder of the Wallpaper* Group, who recognised a gap in the market for an ‘intelligence-based’ creative agency. Winkreative offers a complete range of creative services for quality brands in a range of disciplines, including advertising, intelligence, packaging, retail design, custom publishing, design and art direction, brand development, identity branding and web design. Past and present clients include SWISS International Airlines, Bally, Villa Moda, Prada, Stella McCartney, Pottery Barn, Selfridges, RJ Reynolds, Moncler, Boeing, Pringle, The Somerset House Trust and Adidas."

Sobre o "Desafio Actimel"

Considerações sobre o "desafio" lançado aos consumidores:

a) Será que o tom de "desafio" pode constituir um driver de compra para o consumidor? Ou despertar o interesse e levá-lo a uma consequente experimentação e compra do produto?

b) Será que o consumidor responde ao desafio quando o vê, deslocando-se propositadamente ao ponto de venda? Ou será que, aquando de uma ida ao supermercado reconhece o produto e associa-o ao desafio que viu na Tv ou nos restantes meios?

Quando se comunica um produto de baixo envolvimento e com um ciclo de vida/consumo rápido como um iogurte, o principal objectivo é comunicar com muita frequência por forma a obter a um rápido e consistente brand recognition. Ou seja, durante o tempo em que a marca é comunicada, o consumidor sempre que se encontrar num ponto de venda deverá reconhecer espontâneamente a marca quando a vê no linear ou em algum displayer. E obviamente se a marca lhe der motivos para tal, o consumidor mostrará interesse pelo produto e quererá experimentar (numa situação ideal).
A actual campanha do Actimel parece transmitir a ideia de que o objectivo da comunicação é únicamente criar brand recall. Ou seja, o consumidor ou o prospect quando sai de casa e se desloca ao ponto de venda já tem em mente a marca/desafio. Outra questão prende-se com o facto de que por natureza, qualquer género de desafio deve ser extenso em informação - a publicidade deve ser factual. O desafiador dever informar o desafiado sobre as regras e benefício de participar no mesmo. Será este o caso?
Sobre o consumidor leal ... será que ele existe?

1) "The belief that once you get a customer they're yours for life is complete bullocks"
- Andrew Cracknell, ex-Director da Bates Europe

2) "When a guy gets promoted, he doesn't get a more expensive Chevy. He buys a BMW."
- Al Ries, Consultor e colunista da Ad Age

Jeep: "There's only one"


KNSK WERBEAGENTUR, Hamburg

Easyjet with Becks

O Reflexo Cultural na Publicidade Europeia

Como os diferentes estilos de publicidade na Europa reflectem os seus valores culturais

Inglaterra:
A publicidade neste país reflecte uma sociedade bastante individualista; Os anúncios mostram indivíduos ou casais (grupos grandes são raros); Uso frequente de "direct address"; Forte utilização do sentido de humor;
É o único país na Europa onde as diferenças entre as classes sociais são mencionadas em publicidade.
Alemanha:
A publicidade neste país reflecte a necessidade de estrutura, de factos e ser directo no assunto; A publicidade é caracterizada pela necessidade de uma línguagem explícita para evitar ambiguidades.
Espanha:
A publicidade reflecte uma cultura de comunidade, com espaço para "claims" mais individualistas; Como resultado, o estilo de publicidade é menos directa como nos países do norte da Europa; Utilização de metáforas visuais. França:
A publicidade reflecte uma necessidade de ser diferente; Propensão para cenas mais teatrais e "bizarras"; Estilo sensual e erótico.

Suécia:
A publicidade reflecte uma cultura muito feminina; Os homens são retratados a fazerem trabalho de casa ou tarefas domésticas; O entretenimento é usado com frequência, na maioria das vezes dentro de um contexto de desafio para com a autoridade.
Itália:
A publicidade reflecte uma cultura mais de comunidade; Utilização de drama e teatro, com uma forte diferenciação dos papeis do homem e da mulher.

Fonte: Marieke de Mooij, Global Marketing and Advertising: Understanding Cultural Paradoxes

IPA: BOB awards


Os vencedores nas 6 categorias dos prémios BOB - Best of the Best realizado em Dezembro pelo prestigiado IPA (Institute of Advertising Practicioners) foram os seguintes:
1) Trevor Beattie (TBWALondon) for Best Creative Director.
2) Trevor Beattie and Bill Bungay (TBWALondon) were awarded Best Creative Team for their work on Five and FCUK.
3) Jonathan Glazer (Academy) was awarded Best Commercials Director for his work on Stella Artois and Barclays.
4) Pete Mould (BMP DDB) was awarded Best Typographer for his work on Harvey Nichols, The Guardian, Heals, Oxfam and Knorr.
5) Alison Jackson was awarded Best Use of Photography for her work on Coca-Cola.
6) Matt Shepherd-Smith (TBWALondon) and Tanya Livesy (HHCL/Red Cell) were awarded for their contributions as Best Account Handler

TBWA\Paris

J. Walter Thompson, London

David and Goliath: "Mattel Hot Wheels"


"Hot Wheels: Almost too real."

Leitura Digestiva: "Brand Failures"

Synopsis:
What do Coca-Cola, McDonalds, IBM, Microsoft and Virgin have in common? Yes, they are all global giants striding successfully across the world, but what they are less recognized for are all those branded products they’ve launched that have bombed –spectacularly and at great cost. Brand Failures is a riveting look at how such disasters occur. For the first time we’re given the inside story of 100 major brand blunders that make for jaw-dropping reading. Matt Haig approaches his subject in a truly entertaining style – yes, this is a business book that is actually fun to read! But his message is deadly serious.


AMV BBDO, London: "Snickers - 205 bones to go!"

McFries trabalhada pela DDB a nível global

McFrie's Go Global with DDB
CHICAGO McDonald's has tapped Omnicom Group's DDB to handle a global advertising project touting its French fries after a shootout with fellow client roster agency Leo Burnett.
AdWeek