June 28, 2007

Pequenas diferenças

Ontem ao jantar com uma colega minha, dir. de planeamento estratégico da LOLA Madrid (que se encontra cá a ajudar-me num projecto) dei por mim a pensar na brutal diferença entre o nosso e o mercado espanhol. Já nem me refiro à sua dimensão ou ao nível de exigência e de concorrência criativa (Villar Rosas, SCPF, Sr.ª Rushmore).

Mas, devo confessar que senti uma pontinha de ciúmes quando me disse que a equipa da LOLA (lembram-se do Sr. Vegas Olmos?) acabou de ganhar um pitch global para uma marca de champô, cuja campanha certamente passará no nosso pequeno ecrã um dia.

Pequenas diferenças entre o nosso pequeno e por vezes "inchado" mercado e outros aqui ao lado.

6 comments:

Anonymous said...

É o que temos caro amigo. É o que temos.

dâmaso salcede said...

O problema nem é andarmos inchados, se tivéssemos razões para isso. Ainda somos muito pequeninos e muito vaidosos e só fazemos coisas medianas.

o rei continua nu said...

A malta ainda sofre muito de clubite aguda, a minha agência é a maior, o meu anúncio é o melhor ... depois vamos as festivais lá fora e pimbas, é a choque da realidade.

Anonymous said...

O problema não é o choque da realidade. A realidade essa é bem pior (mas os espanhois também são a par com o Brasil os grandes inventores dos fantasmas).
De qualquer maneira o mercado Espanhol é um mercado que funciona para o mundo, onde existe um mundo que fala Espanhol, e isso é importante na publicidade. Acontece que Espanha não é só global na publicidade é também numa seria de marcas de referencia onde a Zara é apenas um exemplo. Mas compreendo a inveja/ciúme. Acho que deverias experimentar o mercado Espanhol, porque tudo parece também mais dourado quando se está de fora.

emigrante said...

O nosso mercado além de pequeno é ainda é muito fechado, é quase insular (tirando os brasileiros que importamos). Temos egos à barda e pouco trabalho decente como referência no panorama internacional. O padrão é manter o mínimo olimpíco: satisfazer o cliente e ter dinheiro pró jipe. Eu pergunto-me já viram quem esta nova geração de profissionais tem como referências? É lírico. Eu deixo um conselho vão para a fora, trabalhem e aprendam. Voltem mais tarde para ensinar, para aumentar a fasquia. Com os actuais senhores não se aprende nada.

darling said...

É muito provável que todos tenham razão.
Egos, inveja, mediocridade, ok, certo.
Mas só vos peço pelos santinhos para não se esquecerem da parte mais importante da equação, e desculpem o vernáculo: os TOMATES dos clientes!

Já é assunto tão antigo que cheira mal, mas... já viram os gestores que temos?

Acham que é um ambiente que acarinha o risco, a criatividade saudável, que busca a diferença, que foge ao banal como o Diabo da cruz?

Pfff...

É como a maior parte das coisas mesmo boas ( e tb difíceis) desta vida - it takes two to tango...