September 30, 2003

Fallon: "BMW Feelings Campaign"


"Closer"


"Wet Tongue. Cold Pole"

Food for thought

"Advertising is brand maintenance. PR is brand building."
- Al Ries and Laura Ries, The Fall of Advertising and the Rise of PR
“We want consumers to say, ‘That’s a hell of a product’ instead of ‘That’s a hell of an ad’.”
- Leo Burnett
Quando os "meios" se tornam "marcas"

Foi feito há algum tempo um mini-inquérito nos States, onde apresentaram um vulgar vestido preto a algumas mulheres. A diferença é que esse mesmo "vulgar" vestido foi veiculado na Vogue americana e num simples catálogo de roupa estilo "La redoute". Aquando confrotadas com a pergunta "quanto é que acha que custa este vestido?" > as leitoras da Vogue apontaram para um preço que rondava os US$400; por sua vez as leitoras do catálogo, para o mesmo vestido veiculado na Vogue apontaram um preço na casa dos US$30. Que ilações podemos tirar de como certos meios são percepcionados pelos consumidores? Os meios também são marcas, também ocupam um posicionamento na mente dos consumidores que é transmitido numa superior ou inferior qualidade do produto anunciado.

Marketing via SMS: "Beep beep! Big Macs are on sale"

"Beep beep beep! Big Macs are on sale, and McDonald's just sent you a text message on your cell phone with the good news. Should you call the spam police?" > Artigo interesante da Wire Magazine que nos mostra como os Marketers estão a capitalizar o uso das novas tecnologias de modo a melhor "informarem" os consumidores das suas marcas.

September 27, 2003

Hipermercados: Marcas ou meros canais de distribuição?

1) Como é que os hipermercados (Continentes, Jumbos, Mosqueteiros, etc.) são hoje em dia percepcionados pela maioria dos consumidores? Como marcas per se ou como meros canais de escoamento de outras marcas?
2) O que é que os distingue uns dos outros aos olhos dos consumidores? Qual deveria ser variável estratégica de diferenciação, dado que a maioria da comunicação dos hiper é baseada no monocórdico factor preço/promoção?
3) Será que os preços ainda são o principal factor de decisão na mente dos consumidores? E os factores distância do hiper/comodidade, serão eles cada vez mais relevantes para o acto de compra do consumidor?

"Promoção: acção comercial que visa a divulgação e venda de um novo produto, ou o escoamento de mercadoria." > Se os hiper continuarem a insistir na exclusiva comunicação de promoções vão passar a ser isso mesmo - meros canais de escoamento de outras marcas e não uma marca que também deve ocupar um posicionamento de qualidade/confiança/distinção/primeira escolha na mente dos consumidores.

September 26, 2003

Jorge Teixeira

Quiz Show: Jorge Teixeira, Director Criativo da Euro RSCG

Hidden: O Jorge trabalhou nas agências mais criativas e participou nas campanhas mais marcantes da história recente da publicidade Portuguesa (Telecel, Optimus). Afinal, quando é que a Euro vai deixar de ser considerada como uma "grande fábrica" de grandes contas para everendar pela via mais criativa? E que medidas estão a ser tomadas para isso acontecer?
R: A Euro RSCG é, hoje, a maior agência do país, a maior do ranking, aquela que tem mais trabalho, mais visível, aquela que mais clientes ganhou, aquela que menos clientes perdeu e com toda a certeza, mas sem números para o provar, com maiores resultados para os seus clientes. Isso faz da Euro uma agência grande. Não uma grande agência. Mas o crescimento não nos fez piores: recrutamos pessoas em época de despedimentos, investimos em época de encerramentos, somos invejados pelo sucesso em época de marasmo. Por tudo isso, somos uma agência melhor, bem melhor do que há 2 anos. Temos gente mais criativa, temos vontade. E tenho o grande prazer de sermos hoje uma agência que consegue ser atractiva para os melhores criativos do país. Ah pois é o telefone e o mail da Euro recebem muitos convites de 'bora aí conversar!

Hidden: O que é preciso para ser a primeira agência do ranking? vender a própria mãe?
R: Vou dizer a resposta que ninguém acredita: Trabalho. Blacht!, Que palavra feia Que ideia tão retrógada Quem é que se lembraria de tentar trabalhar mais, fazer mais, e mais e mais e outra vez só para conquistar e manter clientes? Trabalho! As agências que investem em prémios assombrados ou em criatividades umbilicais assustam-se com este conceito tão pouco espectaculoso, tão pouco publicitário mas é isso que nos faz crescer e melhorar. Aliás, posso contar este segredo à vontade, porque não é assim tão fácil de copiar.

Hidden: O que você acha da clássica declaração do Pedro Bidarra de que ele quando olha para o mercado vê "um deserto"? Este tipo de confrontação de pontos de vistas/picardias são necessárias para "animar" e criar mais competitividade no mercado?
R: Não. Para animar e criar competitividade num mercado deve-se levantar a fasquia e não baixá-la. Bom trabalho no ar levanta a competitividade. Palavras ordinárias baixam. Nunca pensei em dizer isto, mas,qualquer dia, ainda vamos ter saudades do tempo dos Silva Gomes, Guerreiros, Rosalinas e etc. Nesse tempo, a publicidade era má, era pior mas tinha a elevação, tinha muito mais respeito enquanto indústria, dos outros agentes do mercado: clientes, meios, produtoras, etc.

Hidden: O que é pior - um anúncio fantasma ou um anúncio picado?
R: Picar é o grande crime é o pecado capital. É a morte do criativo. Para se picar, basta assinar umas Shots, ver uns canais na parabólica, tirar uma fotocópia de um Anuário. Picar é matar a profissão, matar o mercado e matar as marcas. Criar é comunicar pela diferenciação, é construir marcas com personalidade própria. Picar é travestir uma marca com uma personalidade que não é dela. Perto do picanço, fazer fantasmas é algo inocente. Inútil, mas inocente.

Hidden: Qual é a coisa que mais atrasa o mercado pulbicitário português?
a - os brasileiros?
b - os portugueses que odeiam brasileiros?
c - os criativos que não entendem de negócios?
d - os accounts que não entendem de criatividade?
R: Nenhuma das anteriores. O mercado português é feito de pessoas dessas e de pessoas que são o seu contrário.

Hidden: É bom trabalhar na agência que tem as mulheres mais "interessantes" do mercado?
R: Sem querer ser deselegante para com as colegas, acho que essa afirmação é mais uma desinformação bloguiana. Claro que temos uma caras bonitas na agência. Mas, talvez por estarem dispersas por todos os departamentos, todas as empresas do grupo e todos os andares, a coisa não seja assim tão perturbante. Já o Grupo das Loiras dos nossos vizinhos.

September 25, 2003

Barkley, Evergreen & Partners: "Missouri Lotery"

"Longe da vista, longe do coração" - A notoriedade vende?

Está muito em voga a expressão "longe da vista, longe do coração". No entanto, a realidade é mais ingrata do que a teoria, e hoje mais do que nunca a evidência empírica mostra-nos que a simples percepção ou recordação de uma marca não vende. A publicidade mais do que enviar mensagens top of mind aos consumidores, deve-lhes dizer o quanto a marca "X" é relevante para as suas vidas hoje quanto foi ontem. Deve despertar desejos e criar necessidades, pois o que cria lealdade é o uso.
A publicidade é mais do que anúncios emotivos e bonitos que ganharam estatuetas douradas ou prateadas aos seus criadores. É sobre relevância. Que tal começar a dar motivos reais aos consumidores para usar a sua marca ou serviço?
ASS: Alguém que não percebe nada de publicidade.

September 23, 2003

Quando a Oferta cria ... a sua própria Procura.



De acordo com um estudo da Mercer entitulado "Understanding Demand Before its too Late" ficamos a saber sem grandes surpresas, que uma grande parte dos novos produtos que são lançados no mercado estão destinados a terem pouca aceitação devido à sua "falta de procura". Para tal a solução oferecida pela Mercer passa por um cálculo de uma "estimativa da procura" para esses novos produtos baseado num modelo de "escolha discreta".

Big deal ... o senso comum, especialmente os dos marketers diz-nos isso: se quisermos ganhar uns "tostões" ao entrar no mercado, temos que que ir ao encontro das necessidades das pessoas. Para tal deve existir uma procura prévia para aquilo que queremos vender. O grande problema é que muitas vezes os marketers para aumentar as suas vendas ou conquistarem uma maior quota no segmento de mercado em que competem, recorrem a um paliativo: lançar novos produtos que muitas vezes não fazem sentido, pois não existe uma procura para tal ( e que muitas vezes canibalizam as suas marcas core). Por exemplo: a Revlon tem cerca de 150 cores de batôn no mercado; a AT&T tem cerca de 69 escolhas de telefones; a Kellogg's tem cerca de 16 variedades de cereais; a Pantene tem 72 variedades de tratamento capilar; etc.

Sim e .. qual é a novidade? Não existe novidade nenhuma, apenas queremos rever (dentro do contexto do exemplo acima dado) o quão poderoso pode ser o papel da publicidade na comunicação e construção de novas necessidades nos consumidores. Mais do que informar os consumidores (claro, mesmo que exista uma grande procura dos nossos produtos, os consumidores precisam de saber que nós estamos lá e que somos alternativa à concorrência); a publicidade serve para criar desejos e necessidades na pessoas. Despertar-lhes uma necessidade que até à data elas desconheciam que tinham, criando-lhes deste modo um novo hábito de consumo. No fim, a oferta cria a sua própria procura com a "pequena" grande ajuda da publicidade. É aquilo que os economistas chamam de "Lei de Say" em acção.

September 22, 2003

Audi A2: "Não Enferruja"

Foi com enorme satisfação que recebemos um email do José Claro Nunes (arquitecto / designer) da Media Capital Outdoor com este fantástico outdoor da Saatchi & Saatchi Dinamarca e vencedor de 1 Leão de ouro em Cannes. Para divulgar o novo Audi A2, que é todo fabricado em alumínio,
a agência criou um anúncio que inicialmente não passava de uma placa de metal lisa, sem nada escrito. Porém, no tempo húmido da primavera na Dinamarca (onde a placa foi instalada), o metal não durou muito tempo.


Semana 1

Semana 2

Final do mês

Fonte: Ad-Rag

September 21, 2003

WE'RE NOT LOVIN' MCDONALD'S NEW STRATEGY

Conheça a opinião de Rance Crain, editor in chiefda Advertising Age e porque é que a nova estratégia de comunicação da McDonald's pode falhar redondamente > We're Not Lovin' McDonald's New Strategy, Either.
Marketing Realista

O Sr. Andrew Ehrenberg, num interessante artigo publicado na Strategy + Business (publicação da consultora Booz, Allen & Hamilton) diz-nos que muitos dos objectivos dos Dep. Marketing e Brand Management estão a priori destinados ao falhanço e porquê? Porque segundo o Sr. Andrew Ehrenberg estes incluem objectivos irrealistas como por exemplo: crescimento sustentado; diferenciação de marcas; publicidade persuasiva e maximização de lucro. Vamos dissecar ponto por ponto e as razões encontradas pelo autor.

1) Crescimento sustentado - a maior parte das marcas e empresas não cresce relativamente ao tamanho do mercado. Se formos uma marca com 20% de quota, ainda temos 80% do mercado a competir contra nós. Como tal o nome do jogo, não é crescer mas conseguir manter esses 20% no ano seguinte.
2) Diferenciação de marca - em termos práticos marcas concorrentes na maioria dos casos são muito similares. Qualquer diferença numa marca que tenha impacto positivo nas suas vendas, rapidamente é copiada pela concorrência.
3) Publicidade persuasiva - o objectivo realista da publicidade é apenas relembrar a existência de uma marca ao consumidor e não mudar a percepção que o consumidor já adquiriu sobre a mesma.
4) Maximização de lucro - podemos sempre procurar maximização dos lucros, no entanto para o fazer ou vendemos mais (mas o que queremos é manter a nossa quota e não sermos "comidos") ou cortamos nos preços - a nossa concorrência nunca nos daria descanso.

Se corremos a concorrência morde-nos, se não corremos a concorrência engole-nos na mesma.

September 20, 2003

Leitura Digestiva: algumas sugestões

"The End of Advertising as We Know It", Sergio Zyman
> O que é que se poderá dizer sobre o genial Sergio Zyman que não seja já do conhecimento público? O seu intelecto lúcido, frontal e pragmático ainda hoje gera polémica. De acordo com Zyman, os publicitários perderam de vista o seu alvo principal: vender o produto. Gastam fortunas em anúncios criativos que ganham prémios, mas que muitas vezes se esquecem de comunicar a marca do produto.
Sobre este livro Philip Kotler escreveu o seguinte: " ... Espero que CEOs leiam este livro. Só assim deixarão de desperdiçar os seus dólares preciosos em anúncios de 30 segundos e começarão a fazer marketing de verdade."

"Brand New Brand Thinking: Brought to Life by 11 Experts Who Do", Marry Baskin e Mark Earls (Editores)
> Brand New Brand Thinking é para aqueles que sentem que não estão actualizados com os novos debates sobre branding tanto na teoria como na prática. Trata-se de um follow-up de um bestseller do famoso Account Planning Group que conta com a contribuição de 11 das maiores autoridades inteletuais do campo da publicidade e da gestão de grandes marcas. Imperdível para quem se interessa por branding ou trabalha na área do planeamento estratégico na agências de publicidade. Se ainda não o leu, trate de se actualizar - é um bom livro.

"The Art of Contrary Thinking", Humphrey Neill
> Estão muito em voga as actuais correntes de psicologia de massas que alegam que a suposta sociedade de consumo individualista em que vivemos é uma ilusão. De acordo com o autor os homens são seres gregários por natureza e muitas das vezes agem por instinto na suas decisões e escolhas quotidianas, acabando por imitar e seguir padrões de consumo e tendências ditadas pelo outros membros do "rebanho". Esta é apenas um dos temas abordados neste livro, o outro é como questionar as informações e as tendências massificadas, como nos diz Humphrey Neill: "When everybody thinks alike, Everyone is likely to be wrong."

Boas leituras!!

Food for thought

"Em vez de se concentrarem nos consumidores dos seus clientes, as agências de publicidade apaixonaram-se por si próprias. E em vez de tentarem ajudar os seus clientes a aumentarem as vendas, escondem-se atrás da sua criatividade" - Sergio Zyman

"I know half the money I spend on advertising (soap) is wasted, but I can never find out which half." - Lord Leverhulme

September 19, 2003

Sharing insights

Your Brand Is Everything (Everything Communicates):
> Your brand is more than its logo, it's the way customers feel and act based on their total experience with your company and its products. Everything you do (or don't do) communicates what your brand is about.
Em tempos de recessão: investir ou cortar em publicidade?

A chamada sabedoria convencional diz-nos que em tempos díficeis e de baixa procura os primeiros custos a serem cortados sempresas são os gastos com a publicidade & comunicação. A evidência empírica mostra-nos o quão pernicioso pode ser a redução de investimento na marca:

1) A Samsung em 2001 decidiu cortar custos. Disse um porta-voz: "A empresa está á procura de maneiras de reduzir viagens, tráfego, publicidade e despesas diversas". Bem quando uma empresa coloca "publicidade" no mesmo saco que "despesas diversas", ela tem o que merece.
2) A Buy.com diminuiu o gasto publicitário com a ideia de que salvaria a empresa. De imediato as vendas caíram entre 70 a 50 milhões de dólares;
2) Preocupada com a diminuição dos seus lucros, a Bristol Myers reduziu a sua publicidade em 14% e aumentou a verba de I&D em 10%. Três dos seus maiores medicamentos estão a perder o seu monopólio no mercado;
3) A Wisconsin Tobacco Quit Line, que ajuda os fumadores a abandonar o hábito, cortou com a publicidade em Julho de 2001. Dee Maio a Julho, eles recebiam 6.200 chamadas de fumadores. De julho a Outubro, receberam menos de metade dessas chamadas.

Em geral em 2001. quando a palavra recessão era a palavra mais ouvida no mercado, o gasto publicitário diminuiu cerca de 16% em relação ao ano anterior. Por outro lado, algumas das Marcas mais importantes que resistiram essa tendência e gastaram mais recursos em anúncios conseguiram aumentar as suas vendas. A AOL Time Warner aumentou o seu investimento publicitário em cerca de 12%, enquanto que a Ford aumentou apenas 5.4 %. Já a Home Depot quando aumentou o seu investimento publicitário, as vendas aumentaram 16% e os resultados líquidos aumentaram 10%.
Fonte: ZMG

Como diria Bruce Barton: "In good times people want to advertise, in bad times, they have to."

Mccann França perde conta da Coca-Cola



A Mccann França perdeu a conta da Coca-Cola "clássica" no valor de $37m que passa para as mãos da BETC Euro RSCG. O primeiro trabalho da BET Euro RSCG "Dancing Boy" vai estar no ar a partir de 20 Setembro.

"McCann has been steadily losing Coke Classic assignments around the world -- in the U.S. the brand moved to WPP Group's Berlin Cameron/Red Cell -- but this is the first time Euro RSCG Worldwide has picked up a Coke Classic assignment. Euro RSCG's only relationship with Coke has been a few small marketing-services accounts in Europe and Asia." Fonte: Ad Age

September 18, 2003

Philip Chudy escreve ao "hidden"

É com grande satisfação que recebemos um email de Philip Chudy a elogiar o nosso weblog e a disponibilizar alguns dos seus trabalhos para futura colocação no "hidden persuader". Philip Chudy é um reputado e premiado fotógrafo de publicidade que já trabalhou com clientes globais como a Benson & Hedges, Mercedes Benz, Wedgewood, e Motorola.

( Sinceramente não fazemos ideia de como ele chegou ao Hidden Persuader inEnglish mas é mais do que bem-vindo!!)

Tate Modern, Londres: "Sigmar Polke"



"Fastest Gun in the West."

Kentucky Fried Chicken transfere a sua conta da BBDO para a FCB

A rede de fast food Kentucky Fried Chicken entregou sua conta à FCB, Chicago. A agência incumbente era a BBDO. A verba está estimada em cerca de US$ 225 milhões. A primeira campanha sairá até o final do ano. A conta de planeamento e compra de media continuará na Mediaedge CIA, do grupo WPP. Recentemente, a KFC fez um acordo com a PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, que acusava a empresa de utilizar métodos crueis na criação e abate das galinhas e de mentir sobre o assunto em seus esforços de relações públicas. Fontes: Wall Street Journal ] Ad Age

September 16, 2003

Jaime Greene fala sobre o seu novo desafio

Apesar de já ter sido referido pelo Truca aqui fica a transcrição na íntegra da entrevista que Jaime Greene, ex-Presidente da Leo Burnett Portugal e agora Director da JWT México, deu à Ad Latina:

–¿Cuáles son sus principales objetivos en la dirección general de J. Walter Thompson?
–Continuar con el plan iniciado por mi antecesor y transformar a JWT México en una referencia a nivel de planning y creativa dentro de nuestra red, así como una referencia para el mercado mexicano. Pienso que México tiene un capital creativo no explotado.

–¿Cómo llegó a la agencia? ¿Por qué eligió trabajar en el mercado mexicano?
–Llegué a la agencia a través de un head hunter que me contactó en abril de este año. Me interesó el proyecto de JWT y la posibilidad de volver a un país grande en Latinoamérica. Por otro lado, México es un mercado muy importante en el orden mundial. Las marcas y clientes más importantes del mundo se encuentran presentes en este mercado. Sin embargo, en lo creativo está por debajo de su tamaño. Ese desafío me interesó.

–¿Qué opina de la creatividad mexicana actual?
–Considerando el tamaño y la importancia de México en el orden mundial, honestamente no tengo una muy buena imagen de la creatividad mexicana. Creo que hay mucho por hacer. Para mí, es un misterio que en un país con el arte, la arquitectura, en fin, con la calidad y riqueza de la expresión artística de México, la creación publicitaria esté tan por debajo. Talento hay, falta ver por qué no se consigue un nivel creativo publicitario que al menos esté cerca del ranking en tamaño que este mercado representa. Creo que México es el séptimo mercado en tamaño; sin embargo, es el 13° o 14° en el ranking de creatividad. Uno de mis objetivos es que JWT México compita creativamente con agencias de esos siete mercados más importantes.

–¿Qué balance hace de su gestión en Leo Burnett Portugal?
–Positivo. Aunque fue una tarea que quedó cortada por la mitad, tuve la suerte de trabajar con un equipo creativo de alto nivel. Por este motivo, Leo Burnett Lisboa fue la agencia más premiada de Portugal y de la red de Leo Burnett en Cannes. En 2003 fuimos elegidos la Agencia del Año en los Prisma Awards y ganamos importantes premios en festivales locales e internacionales. En el orden interno, conseguimos una fusión con D‘Arcy, sin complicaciones ni pérdidas de clientes. Diría que fue ejemplar a nivel de los clientes y del clima interno. Creo que lo único que faltó fue que la agencia creciera a un ritmo superior del que lo hicimos. Creo que Leo Burnett debería estar entre las cinco mayores agencias de Portugal y ese objetivo todavía no ha sido alcanzado. Siento que la agencia quedó en posición de lograrlo, una vez que las estructuras internas sean adecuadas para soportar ese crecimiento.

"Brand Loyalty among Mobile Users"

De acordo com um estudo da European Society for Opinion and Market Research publicado em 2002 pela WARC ficamos a saber que os principais drivers de lealdade entre os utilizadores de telemóveis e que fazem com que a mudança de marca/operadora seja mais difícil, são os seguintes:
a) o relacionamento que se tem com as operadoras;
b) o esforço/tempo dispendido numa futura mudança de operadora;
c) o hábito de uso da actual marca/operadora;
d) o preço de um novo telemóvel e a compatibilidade entre acessórios, produtos e serviços.

September 15, 2003

INSEAD visita o Hidden

É com enorme orgulho que registámos a presença (visitors tracking system) de visitantes do INSEAD, França. O INSEAD é considerada como a maior escola de MBAs da Europa e um dos melhores think-thanks de gestão do mundo inteiro.

TELE 2 revoluciona preços nas chamadas fixas em Portugal

A operadora de rede fixa Sueca, Tele 2, que iniciou na sexta passada as sua operações em Portugal. garante que os preços das chamadas fixas são mais baixos 50% dos os praticados pela Portugal telecom (PT). A campanha de comunicação foi criada pela JW Thompson de Paris e adaptada pela Synnergy Connect utiliza um conceito de publicidade comparativa e dirige-se aos clientes da PT. A campanha foi foi já aplicada e testada em cerca de 22 Países onde a Tele 2 opera. Um comunicação que , segundo a operadora, ajudou a multinacional a conquistar quota de mercado e chegar aos seus 18 milhões de clientes. A Tele 2 prevê conquistar cerca de 100 mil clientes no primeiro ano de actividade - o que corresponde a uma presença entre 3 a 5% dos lares portugueses.

Reacções à entrada do novo operador >
1) PT: "A PT dá as boas vindas à Tele 2 e estamos satisfeitos por ter mais um concorrentee, não esquecendo, um cliente - pois a Tele 2 vai utilizar as nossas infraestrturas. Relembramos que fomos nós que fizemos a liberalização e que só tivemos a ganhar com a abertura do mercado das telecomunicações. No segmento das telecomunicações a nossa quota é de 40%, enquanto que na rede fixa detemos mais de 90% da quota".
2) Novis: "perante o actual contexto regulatório, que continua a favorecer o incumbente, mantemo-nos concentrados na consolidação do crescimento em todas as vertentes. Em todo o caso, não queremos deixar de deixar passar a oportunidade de dar as boas vindas e desejar boa sorte à Tele 2, que é um revendedor de rede fixa e não um operador, mas que vem dar alguma animação ao sector."
3) Oni: "A Oni defende a existência de um mercado de telecomunicações competitivo. Neste contexto, não podemos de deixar de dar as boas vindas a este novo operador. A sua entrada mais do que uma ameaça é uma oportunidade de negócio."

FONTES: Tele 2 ] Semanario Economico

Oni lança 'marketing de guerrilha'

A Oni iniciou na quarta passada em algumas zonas da região da Grande Lisboa, uma acção de 'marketing de guerrilha' com o objectivo de divulgar o serviço OniPremium, promovendo a "libertação da assinatura" da Portugal telecom (PT). Entre as características do serviço, a Oni destaca o facto do utilizador não necessitar de pagar qualquer assinatura. Trata-se uma acção bastante inteligente por parte do marketing da Oni estando a mesma localizada em pontos nevrálgicos da cidade de Lisboa onde a mensagem tem mais impacto e um maior número de receptores da mesma.
Fontes: Oni ] DN Negócios

September 10, 2003

A EFICÁCIA DO PLANEAMENTO EM QUESTÃO!?

De acordo com Jeff Goodby, Co-Chairman da Goodby, Silverstein & Partners (Grupo Omnicom, que também detem networks como a TBWA e a BBDO): "The profession of advertising account planning is in the midst of a deep crisis and could soon become irrelevant". Pelo menos esta é a conclusão de um recente inquérito interno global feita na network em questão.

"Mr. Goodby complained that account planners were not sufficiently involved in the creative process. "I heard planners talk about being disenfranchised from ideas and people complaining that planners took the instinct out of advertising," Mr. Goodby said. "All this was really bad. It seems unlikely that this is just happening at my agency. We are one of the dyed-in-the-wool planning agencies.

While Mr. Goodby admitted that working with creatives was no easy task, he suggested account planners should try and change their demeanor. "Be less confrontational. Planners shouldn't decide whether the work is right or wrong; creatives hate absolutism and truth. There is a perception that we have to separate dead campaigns from live ones. Guide, don't judge. Planning is not an end, it's a means to an end."

FONTE: Ad Age

September 09, 2003

Publicidade Criativa na UnI

A UnI através do seu CEACIM - Centro de Estudos Avançados em Comunicação, Internet e Multimédia tem agora à disposição dos interessados um curso de "Publicidade Criativa" cujo corpo docente conta com as intervenções de: Edson Athayde (ex-Presidente da Edson,FCB), José Carlos Campos (Director Criativo da Ogilvy), Paulo Condessa (Y&R, TBWA\EPG) entre outros.

September 08, 2003

Empresa Pública quer nova campanha, mas não pede orçamentos

De acordo com uma notícia publicada este fim-de-semana pelo semanário O Independente a Sociedade Ponto Verde (empresa licencidada pelo Ministério do Ambiente) "pretende gastar 1 milhão e meio de Euros numa campanha publicitária que dispensa os concorrentes da apresentação de orçamentos. Uma situação invulgar que está a provocar perplexidades no sector da publicidade". A Lowe foi a agência que desenvolveu o conceito/peça criativa do "Chimpazé Gervásio", onde o mesmo ensina as pessoas a separarem as embalagens. A próxima campanha de sensibilização dirigida aos consumidores está em fase de concurso e será apresentada no último trimestre do ano. A Sociedade Ponto Verde contactou directamente a Bates, BBDO, Euro RSCG, Mccann, JW Thompson, Y&R e a Lowe. "As restantes entraram directamente em concurso. No total, são 30 candidatos." De acordo com Henrique Agostinho a "decisão final terá em conta apenas a qualidade criativa da proposta" . Não haverá critérios financeiros na escolha do vencedor.

September 05, 2003

Sobre Branding & Estratégia ...

O nosso amigo Vasco Eiriz, docente na Universidade do Minho, fez recentemente uma referência no seu weblog Empreender ao European Jornal of Marketing > onde o número 7/8 deste ano (volume 37) fala sobre "Corporate and service brands".

Seguem os artigos publicados:
> "Corporate brands: what are they? What of them?" (John M.T. Balmer; Edmund R Gray);
> "The six conventions of corporate branding" (Simon Knox; David Bickerton);
> "Core value-based corporate brand building" (Mats Urde);
> "Bringing the corporation into corporate branding" (Mary Jo Hatch; Majken Schultz);
> "Corporate branding in the new economy" (Shirley Leitch; Neil Richardson);
> "Equity in corporate co-branding: The case of adidas and the All Blacks" (Judy Motion; Shirley Leitch; Roderick J Brodie);
> "The criteria for successful services brands" (Leslie de Chernatony; Susan Segal-Horn);
> "Experienced reality: The development of corporate identity in the digital era" (Alan Topalian);
> "Corporate branding - back to basics" (David Bernstein).

September 03, 2003

"Beyond Disruption"

DISRUPTION: O QUE É?

> Disruption é uma metodologia/ferramenta de trabalho desenvolvida por Jean-Marie Dru, CEO da TBWA Worldwide que assenta na convicção de que para se obter melhor criatividade é necessário romper com o pensamento convencional. Disruption é provocar uma mudança em vez de reagir a ela. Tal como o autor nos diz: "A definição de insanidade é fazer a mesma coisa sempre de maneira igual e esperar resultados diferentes". A abordagem do Disruption divide-se em três paradigmas ligados entre si: Convenção, Disrupção, Visão.

As convenções são as normas, os "vícios" de raciocínio e de linguagem que fazem parte do nosso dia-a-dia e do tipo de trabalho que executamos. Existem três tipos de convenções: de Marketing, de Consumidor e de Publicidade.
1) As convenções de Marketing afirmam aquilo que os clientes pensam deles próprios, do seu target, da sua concorrência e dos seus produtos/serviços.
2) As convenções dos consumidores, são o exemplo prático das generalidades aceites por todos, como por ex. "o barato é sinónimo de má qualidade; de estrato social inferior", etc.
3) As convenções publicitárias como o próprio nome indica revelam-nos alguns vícios de execução por parte da indústria publicitária, por exemplo: produto "X" que pertence à categoria "Y" deve ser comunicado através da fórmula convencional "Z".

Para saber mais > TBWA\Disruption

TBWA\EPG reforça artilharia criativa

TBWA\EPG reforça artilharia criativa

A agência de Leandro Alvarez acabou de contratar para as suas fileiras: Ivo Purvis e André Kirkelis - ambos ex-Directores de Arte da Leo Burnett. Ivo Purvis foi este ano vencedor dos Jovens Criativos e representante nacional no festival de Cannes 2003. André Kirkelis, por sua vez, assinou juntamente com Icaro Dória e Alexandre Okada a campanha da Kellogg's All Bran que lhes valeu um leão de prata este ano em cannes.

September 01, 2003

Clapham Art Gallery > Londres

Não deixem de conhecer os trabalhos de alguns dos mais brilhantes artistas do Reino Unido > Clapham Art Gallery


Kes Richardson ]


David Mckeran ]


Justine Smith ]